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Centro Municipal de Artesanato é uma realidade em Muriaé

 

A cidade acaba de ganhar um novo espaço para abrigar os trabalhos manuais de artesãos para a exposição e venda de produtos dos artistas locais. O Centro de Artesanato de Muriaé era um sonho antigo dos profissionais do município. Todos aguardavam por um espaço onde pudessem expor suas produções e comercializá-las.

O Centro Municipal de Artesanato Antônio Moreira recebeu este nome em homenagem ao antigo morador de Belisário, Antônio Moreira de Faria, que foi uma pessoa que trabalhou como carpinteiro e criador de peças diferenciadas, incentivado pelo pai, que era marceneiro. Gostava de desafios e, ainda jovem, começou a fazer peças decorativas, criando trabalhos diferenciados e de extremo bom gosto. Foi ele quem levou os ensinamentos da arte em madeira aos jovens, ensinando-lhes uma profissão. Faleceu em 02 de julho de 2020, vítima da Covid-19.

O prefeito José Braz ao lado do vice, Dr. Marcos Guarino e a diretora da Fundarte, Gilca Napier, entenderam que, com a instalação da ‘Casa da Mulher e ‘Delegacia da Mulher’ prédio, que, no passado abrigou a primeira rodoviária do município, seria o local ideal para a divulgação dos trabalhos manuais, peças, doces e alimentos feitos de maneira natural e rústica, gerando renda para os profissionais.

A gestão do Centro ficará por conta da Prefeitura, através da Fundação Municipal de Cultura e Artes de Muriaé – Fundarte em parceria com os artesãos locais. Muitos artistas estão inscritos e com materiais já a mostra. Há uma diversidade de segmentos artesanais na loja. Os artigos vão de mandalas, bolsas, quadros, bancos, espelhos pra lavabo até cestas de frutas de madeira, panos de prato e esculturas. A partir de então, o espaço está aberto aos muriaeenses na Rua Paschoal Bernardino, 61 – Centro.

Escada de acesso em ladrilho hidráulico

A escada de acesso à praça João Pinheiro permitirá uma volta ao passado, tornando o espaço ponto turístico da área central. Com ladrilhos portugueses a obra foi idealizada após muitas conversas com membros da família Galvão que se dispôs a doar as pedras afixadas nas laterais da escada, tornando o ambiente rústico e belo.

A fábrica de ladrilhos

A ‘Fábrica Arte em Ladrilhos’ foi fundada em 1920, pelo mestre de obras Umberto Ticom, sendo hoje uma das mais antigas e tradicionais de Minas Gerais. Há 101 anos no mercado, a fábrica de artefatos de cimento Mauro Galvão produz azulejos de diversos tamanhos, cores e desenhos.

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